Boneca de pano

Postado por Terra , quinta-feira, 3 de junho de 2010 13:56



O sonho persiste em disputar o instante com a realidade;


nesta hora os sentimentos extremos castigam,

fingem que vão, mas sorrateiramente voltam e ficam.

O perigo na cor da noite se expande na libido efervescente

e gotículas desenham as vidraças em brilhos diversos.

O fervor corre sobre a pele em feixes elétricos

que eclodem no ardor de um beijo furtivo.

Pelo campo brando insinuantemente curvilíneo

os dedos resvalam plenos no dourado aveludado.

Na taça o desejo e o veneno se fundem num

branco suave que os lábios balbuciam fartos

enternecidos pelo sabor do proibido.

o gosto doce cativa, não há antídoto; um vício

nem se pode ter em rédeas, o que há na verdade

sabe-se apenas o caminho, as pedras do caminho

e degustar uma única dose não é o suficiente

para toda uma vida toneis de carinho
 
http://apalavraemtempo.blogspot.com/
 
 
amigo querido!
 

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